Tratamento

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Prevenção de surtos (imunoterapia específica):

- Drogas Modificadoras de Doença (DMDs):

As drogas modificadoras de doença atuam reduzindo a atividade inflamatória no SNC, o que resulta na diminuição da intensidade e frequência de surtos, redução de novas lesões na IRM, assim como na progressão da doença. Estas drogas podem ser classificadas como imunomoduladoras ou imunossupressoras:

• Imunomoduladores:

- Medicamentos imunomoduladores reduzem a atividade inflamatória do sistema nervoso central, mas sem reduzir a eficiência do sistema imunológico. Atuam na produção de citocinas.

• Betainterferonas: INF beta 1-a (Rebif® e Avonex®) e INF beta 1-b (Betaferon®)

• Acetato de glatirâmer (Copaxone®)

• Imunossupressores:

- As drogas imunossupressoras têm sido utilizadas no tratamento da esclerose múltipla quando os outros métodos não alcançam sucesso na estabilização dos sintomas. Podem atuar das seguintes formas:

• Reduzindo o número de linfócitos:

- Alentuzumabe (Lemtrada®)

- Ocrelizumabe (Ocrevus®)

- Cladribina (Leustatin®)

- Fumarato de Dimetila (Tecfidera®)

• Afetando a proliferação dos linfócitos:

- Teriflunomida (Aubagio®)

• Afetando a mobilidade dos linfócitos:

- Natalizumabe (Tysabri®)

- Fingolimode (Gilenya®)

 

Início do tratamento:

É recomendado o início precoce do tratamento, diminuindo o número de surtos e lesões, e prevenindo a progressão da incapacidade. Estudos mostram que o início do tratamento nos dois primeiros anos da doença reduz a probabilidade de progressão para um quadro secundariamente progressivo.

 

Tratamento individualizado:

O medicamento ideal para cada paciente é escolhido de acordo com a forma clínica da doença, sua evolução, número e gravidade dos surtos, achados radiológicos, perfil do paciente e disponibilidade do medicamento. Caso não ocorra a melhora esperada com o uso de uma droga, ou apresentação de efeitos adversos sérios, é recomendada a troca do medicamento, buscando o melhor tratamento para cada caso.

 

Tratamento de surtos (agudizações):

Os surtos são tratados com pulsoterapia, que é definida por corticoide endovenoso em altas doses. A medicação de escolha é a Metilprednisolona, geralmente realizada de 3 a 5 dias. Caso não ocorra a melhora dos sintomas, pode-se realizar plasmaférese ou imunoglobulina.

É importante ressaltar que a definição de surto é clínica e que outras causas de piora neurológica como por exemplo infecções devem ser descartadas antes do início do tratamento.

Tratamento sintomático

Os cuidados de reabilitação são essenciais para prevenir complicações secundárias da imobilidade e melhorar as habilidades funcionais. É importante iniciar a terapia precocemente durante o curso da recuperação para evitar problemas relacionados à inatividade (como ruptura da pele e contraturas dos tecidos moles) que levam à perda da amplitude de movimento.

Várias medidas e medicamentos podem ser usados no alívio e controle das manifestações clínicas da esclerose múltipla.

Entre as manifestações susceptíveis de abordagem terapêutica sintomática se encontram:

- Espasticidade

- Dor e dormência

- Distúrbios da micção

- Distúrbios do funcionamento intestinal

- Distúrbios sexuais

- Fadiga

- Ansiedade e depressão.