Esclerose Múltipla é subdiagnosticada no Brasil

Recentemente, no dia 22/02/2017, a resvista Hospitais Brasil publicou em seu portal eletrônico a notícia: "Esclerose múltipla atinge cerca de 30 mil brasileiros, mas ainda é subdiagnosticada", na qual há um debate e um esclarecimento sobre as dificuldades de se diagnosticar precocemente a Esclerose Múltipla e de se fazer um tratamento medicamentoso específico para cada paciente no Brasil.

Devido à relevância da notícia, trouxemos uma breve referência à reportagem e deixamos abaixo o link do Portal Hospitais Brasil onde a notícia poderá ser lida na íntegra.

http://www.revistahospitaisbrasil.com.br/noticias/esclerose-multipla-atinge-cerca-de-30-mil-brasileiros-mas-ainda-e-subdiagnosticada

 

"Esclerose múltipla atinge cerca de 30 mil brasileiros, mas ainda é subdiagnosticada

Crônica e debilitante, enfermidade tem impacto socioeconômico crescente. Tratamentos ajudam no controle e podem reduzir custos no longo prazo. Entidades discutem consenso e esperam revisão do protocolo clínico.

 

Quem já ouviu falar da esclerose múltipla sabe que essa doença autoimune causa incapacidade e pode levar à morte. A enfermidade é subdiagnosticada no país e, mesmo assim, já atinge mais de 30 mil brasileiros. Em sua maioria, mulheres adultas jovens, em idade produtiva. O Brasil já conta com os medicamentos mais modernos, que impedem a progressão da patologia. Mas ainda é preciso avançar no diagnóstico, assim como no acesso e no entendimento sobre o uso das terapias, o que inclui a necessidade de revisão do Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da doença.

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Por ser incapacitante, quanto mais rápido seu diagnóstico e o início do tratamento, melhor. Segundo Sato, o diagnóstico da esclerose múltipla é feito pela análise dos sintomas (entre eles, fraqueza, formigamento ou dormência nos membros, tremor nas mãos, dificuldade para falar, caminhar ou escrever) e por meio de exames de imagem. Mesmo assim, por ter sintomas comuns a outras patologias, nem sempre o reconhecimento é fácil ou rápido.

 

Outra peculiaridade é o perfil da doença, que geralmente difere de paciente para paciente. “Atualmente, há um consenso entre os médicos especializados em desenvolver um tratamento único para cada indivíduo de acordo com a agressividade e a atividade da doença, por exemplo. Para isso, é fundamental aumentar as opções de medicamentos disponíveis e permitir seu uso de acordo com a atividade da doença, o que é limitado pelo atual Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas da doença”, pondera Sato. “Hoje temos de seguir prescrevendo medicamentos em uma sequência que não considera as peculiaridades do paciente. O atraso em atingir as medicações mais apropriadas pode facilitar a presença de surtos e de sequelas permanentes.”

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“Temos de diagnosticar e prescrever o que é o mais adequado para o paciente de acordo com a atividade da doença, seu histórico médico e as terapias disponíveis. Isso inclui reconhecer que diferentes tratamentos podem ser eficazes para os distintos momentos dos pacientes e saber como integrá-los, quando necessário”, completa o especialista. E quanto maior o acerto menor a evolução da doença e a ampliação dos cuidados médicos, o que reflete em menor custo da doença por paciente tratado e em mais qualidade de vida e produtividade para o indivíduo."