Influência da Educação Formal na Reserva Cognitiva em pacientes com esclerose múltipla

Compartilhe

Influência da Educação Formal na Reserva Cognitiva em pacientes com esclerose múltipla

O conceito de Reserva Cognitiva (RC) inclui todas as fases de atividade da doença: antes do início da doença, e no decurso da doença. Um estudo sobre a RC tem que selecionar uma fase específica de atividades relevantes da RC para focar os efeitos dessa fase específica. O estudo foi concebido para examinar os efeitos da RC antes do início e no início da doença. A RC possui componentes passivos e ativos: reserva passiva centra-se na ornamentação estrutural do cérebro, tais como a contagem neuronal, número de sinapses, tamanho total, e a espessura cortical, ao lidar com as lesões neuronais e é por vezes referida como "capacidade de reserva cérebro", fornece informações sobre quanto dano pode ser sustentado antes que o limite para a manifestação clínica seja atingido. Reserva ativa refere-se a diferentes processos, individualizadas e à estratégias que implementam o cérebro ativamente para lidar com as lesões neuronais, por exemplo, nível educacional mais elevado, características ocupacionais, bem como atividades físicas, de lazer e cognitivamente estimulantes.

Um estudorealizado enre 2000 e 2012 comparou o efeito do período de tempo de educação formal na Reserva Cognitiva (RC) de pacientes portadores de Esclerose Múltipla (EM). Foi constatado que, o enriquecimento intelectual através da leitura, de atividades físicas e de práticas profissionais desafiantes apresenta efeitos mais profundos em pacientes que haviam sido submetidos a um período de educação mais curto do que naqueles que possuíam um período de educação mais prolongado. Este fato demonstra que a vantagem de períodos de educação formal mais longos na manutenção da reserva cognitiva, em comparação com períodos mais curtos de educação formal, pode ser contrabalançeado por altas frequências de leitura, atividades físicas e práticas profissionais difíceis em pacientes com EM.

Por fim, o estudo aponta a importância da Reserva Cognitiva sobre o grau de disfunção cognitiva em pacientes com EM. Uma das conclusões mais interessantes deste estudo foi a diferença entre os grupos com o menor eo maior tempo de educação formal: o grupo com o menor tempo de educação formal poderia lucrar com fatores de RC mais do que o grupo com o maior tempo de educação formal. Assim, os resultados podem ser interpretados como um indício de que uma vantagem através de uma educação formal já pode ser contrabalançada por atividades independentes de instituições e que dependem da motivação pessoal, como a leitura, a prática de atividades físicas e de lazer. Este conhecimento pode ajudar a melhorar os programas de reabilitação de EM.

 

Referência bibliográfica: 

Luerding R, Gebel S, Gebel E-M, Schwab-Malek S, Weissert R. Influence of Formal Education on Cognitive Reserve in Patients with Multiple Sclerosis. Frontiers in Neurology. 2016;7:46. doi:10.3389/fneur.2016.00046.

Leia o artigo na íntegra: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4809897/

Ralf Luerding, Sophie Gebel, Eva-Maria Gebel, Susanne Schwab-Malek, Robert Weissert