Hypovitaminosis D association with disease activity in relapsing remitting multiple sclerosis in Brazil

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Associação entre a hipovitaminose D e a atividade de exacerbação-remissão da Esclerose Múltipla no Brasil

Resumo:

Acredita-se que o surgimento da Esclerose Múltipla (EM) resulte de uma combinação de fatores ambientais e genéticos. Uma teoria predominante aborda a influência da hipovitaminose D no desenvolvimento da EM. Esta pesquisa teve como objetivo estudar a associação entre os níveis séricos de vitamina D e EM como fator prognóstico e de risco para o desenvolvimento e progressão da doença. Um estudo multicêntrico de corte transversal foi conduzido em pacientes com EM reincidente-remitente (n = 67), de acordo com os critérios revistos McDonald (2010), acompanhados em três centros de EM em diferentes estados brasileiros. Um grupo controle foi composto por voluntários saudáveis ​​(n = 61). As coletas de sangue foram realizadas no final do verão e no inverno passados. Este parece ser o primeiro estudo deste tipo na América Latina. Os níveis de vitamina D no soro para pacientes com esclerose múltipla (29,63 ± 8,08) no verão foram semelhantes aos controles (29,71 ± 8,28); no entanto, no inverno eles eram mais baixos do que os indivíduos saudáveis ​​(24,05 ± 7,47 vs 26,56 ± 8,01). Não foi observada diferença significativa entre as três cidades. Nenhuma associação foi observada entre os níveis de vitamina D no soro e o gênero, a raça e a idade, nem correlação desses níveis, com a escala EDSS ou com a doença. Em contraste, uma associação significativa foi observada entre os níveis séricos de vitamina D deficiente no final do inverno com a atividade da doença, caracterizada pelo aparecimento de recaídas (19,73 ± 5,69 vs 25,30 ± 6,22) ou Gd + lesões (17,22 ± 3,11 vs 22.79 ± 7,22).

 

Abstract

Multiple sclerosis (MS) onset is believed to result from a combination of environmental and genetic factors. A prevailing theory addresses the influence of hypovitaminosis D in the development of MS. This research aimed to study the association between vitamin D serum levels and MS, as a prognostic and risk factor for the development and progression of the disease. A cross-sectional multicenter study was conducted in patients with relapsing-remitting MS (n = 67), according to the revised McDonald criteria (2010), accompanied in three MS centers in different Brazilian states. A control group consisted of healthy volunteers (n = 61). Blood collections were carried out in late summer and late winter. This seems to be the first study of this kind in Latin America. The vitamin D serum levels for MS patients (29.63 ± 8.08) in summer were similar to the controls (29.71 ± 8.28); however, in winter they were lower than the healthy individuals (24.05 ± 7.47 vs 26.56 ± 8.01). No significant difference between the three cities was observed. No association was noted between vitamin D serum levels and gender, race and age, nor correlation of these levels with the EDSS or disease duration. In contrast, a significant association was seen between deficient vitamin D serum levels in late winter with disease activity, characterized by the onset of relapses (19.73 ± 5.69 vs 25.30 ± 6.22) or Gd + lesions (17.22 ± 3.11 vs 22.79 ± 7.22).