Diagnósticos

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Em 2015, os critérios diagnósticos foram revisados e propostos pelo Painel Internacional para Diagnóstico de ENMO (IPND). O IPND definiu seis síndromes clínicas como centrais ou cardinais: (1) a NO; (2) a MTLE; (3) a síndrome de área postrema (SAP); (4) a síndrome de tronco encefálico; (5) a síndrome diencefálica; e (6) a síndrome cerebral. Assim, o diagnóstico da doença seria estabelecido na presença de uma das seis síndromes clínicas centrais associada à detecção do anticorpo anti-AQP4 no soro. Nos casos em que o exame não estivesse disponível ou fosse negativo, o diagnóstico seria estabelecido pela presença de duas das seis síndromes clínicas centrais, sendo pelo menos uma delas NO, MTLE ou SAP. Nesses casos, também são necessários achados sugestivos da doença nos exames de imagem por ressonância nuclear magnética (IRM) corroborando os sintomas.

 

É importante ressaltar que o diagnóstico do ENMO e de outras doenças desmielinizantes pode ser um processo demorado, o qual depende de uma sucessão de achados clínicos e laboratoriais para o estabelecimento de um diagnóstico final.

Abaixo estão listados alguns dos exames que podem ser solicitados:

• Ressonância Magnética de crânio e coluna

• Exame de coleta de líquor (LCR)

• Potenciais evocados visual, somatossensitivo e auditivo (exames neurológicos)

• Exames laboratoriais de sangue e urina

• Anticorpo antiaquaporina 4